sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Indicação para a Anac vira moeda na negociação por CPMF

Por Luciana Nunes Leal
Brasília, 06 (AE) - A difícil negociação para aprovação da CPMF no Senado atravessou hoje (06) o processo de reestruturação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A sabatina e a aprovação da indicação da economista Solange Paiva Vieira para a diretoria da agência virou moeda de troca do PR para votar a favor da prorrogação do imposto do cheque. O senador Expedito Júnior (PR-RO), que anunciou voto contra a CPMF e tem sido pressionado pelo governo a mudar de posição, surpreendeu governistas e oposicionistas ao pedir vista (tempo para análise) do parecer do relator Renato Casagrande (PSB-ES), favorável à indicação de Solange.
Aproveitou e pediu vista também do relatório do tucano Sérgio Guerra (PE), que aprovava o nome do engenheiro Ronaldo Serôa da Motta para outra diretoria. Com isso, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tem pressa para concluir as mudanças na Anac, terá de esperar até terça-feira, quando as indicações voltarão à pauta da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado.
Expedito negou qualquer manobra política: "A CPMF não tem nada a ver com isso." Primeiro, disse ter recebido uma "denúncia" contra Solange, referente ao período em que foi secretária de Previdência Complementar do Ministério da Previdência. Depois, afirmou tratar-se apenas de um manifesto da Associação Nacional de Participantes de Fundos de Pensão com críticas à gestão de Solange.
"Que mal tem adiar uma semana' Vou ouvir os representantes da associação e também quero discutir a experiência dela na área de aviação", justificou Expedito. Encerrada a sessão, o senador teve uma conversa reservada com Solange. "Ela tem um currículo muito bom", elogiou.
Segundo um parlamentar do PR , ao atrasar a indicação na Anac, Expedito sugere quer negociar. Segundo esse parlamentar, o senador fez duas demandas para votar a favor da CPMF: uma referente ao Banco de Rondônia e outra para solução de problemas de servidores do antigo território.Agência Estado

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